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O QUE FAZER EM UM ACIDENTES COM MÚLTIPLAS VÍTIMAS

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O FUTURO DA NEUROCIÊNCIA

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O FUTURO DA NEUROCIÊNCIA

Como Deepak Chopra e Rudolf Tanzi enxergam a mente nos próximos anos. Tente incorporar esses pensamentos a sua vida.

Entramos em uma era de ouro para a pesquisa em neurociência,  porém todos os novos achados não focam o indivíduo. Ainda assim, as descobertas apontam que é possível a todos melhorar seus cérebros. Sucintamente:

  • seu cérebro se renova constantemente
  • seu cérebro pode curar cicatrizes do passado
  • as experiencias mudam o cérebro constantemente
  • as experiencias que você fornece ao seu cérebro forma novos caminhos neuronais
  • quanto mais experiencias positivas, melhor seu cérebro irá funcionar.

Em seu novo livro, Super Brain, Deepak Chopra e o co-autor, Prof Rudolf Tanzi da Harvard Medical School, expandem através da neurociência esses novos achados. A visão antiga de que o cérebro constantemente perde neurônios e diminui seu funcionamento foi abolida. O novo cérebro é um processo, não uma coisa, que evolui de acordo com o a direção que você aponta. Um monge budista, meditando sobre a compaixão, desenvolve um circuito cerebral que dá realidade a compaixão. Dependendo do impulso dado você pode criar um cérebro compassivo, um cérebro artístico, um cérebro sábio ou um cérebro de qualquer outro tipo.

Entretanto, o agente que torna possível essas possibilidades é a mente. O cérebro não cria o seu próprio destino. A genética apenas dá o estado de funcionamento para o cérebro, assim o sistema nervoso pode regular a sí mesmo e o restante do corpo. Ele não precisa da sua intervenção para o balanceamento hormonal, regular a frequência cardíaca ou para realizar alguma das funções autonômicas. A parte mais nova do cérebro, o neocortex, é onde as possibilidades residem. É lá que as decisões são feitas, onde discriminamos, adoramos, estimamos, controlamos e evoluímos.

Se você coloca as experiências do dia-a-dia como uma entrada para seu cérebro, e suas ações como saída, uma alça de feedback é criada. O velho cliché sobre programas de computador – lixo para dentro, lixo para fora – aplicam-se a essas alças de feedback. Suas ações dependem do que você coloca em seu cérebro. Experiencias tóxicas dão formato ao cérebro de maneira muito diferente das experiencias saudáveis. Isso parece senso comum, porém a neurociência juntou forças com a genética para revelar que até o nível do DNA, a alça de feedback que fala da mente e do corpo é alterada profundamente pelas “entradas” processadas pelo cérebro.

Os autores são bastante objetivos. Se experimentar é tudo, então a felicidade e bem estar são criados ao fornecer experiências positivas ao seu cérebro. Ao perceber isso, você está aqui para inspirar seu cérebro para ser o melhor que pode. Isso é muito mais que “o pensamento positivo”, que frequentemente é superficial e mascara a negatividade velada. As experiências que inspiram o cérebro incluem uma grande variedade de coisas. Todos querem viver sensações positivas (amor, esperança, otimismo, aprovação…) sem realmente pensar em como tê-las. Para todas as teorias que se proliferaram sobre a felicidade, pela perspectiva cerebral, tem em comum a maximização das mensagens positivas que o cortex recebe, e a minimização das perspectivas negativas.

Isso não implica em um mundo novo do controle do pensamento. A vida sempre apresentará desafios, retrocessos e crises. O ponto aqui é  criar um meio que permita a melhor adaptação aos dois lados, o da luz e o da escuridão das experiencias.

As recomendações dos autores, baseadas naquilo que é mais atual em neurociência:

  • tenha bons amigos
  • não se isole
  • sustente sua vida num relacionamento com um companheiro
  • engaje-se em projetos que valham a pena
  • aproxime-se de pessoas que possuem um bom estilo de vida – hábitos são contagiosos
  • siga um propósito em sua vida
  • deixe tempo para brincar e relaxar
  • aborde as questões que o fizeram ficar com raiva
  • mantenha uma boa atividade sexual
  • pratique  a administração do stress
  • lide com os rompantes negativos: Quando você tiver um reação negativa, pare, volte atras, respire, e observe como você esta se sentindo

Seu cérebro irá prosperar, mesmo que a vida se apresente com altos e baixos. Você é o líder do seu cérebro.

Adaptado de Deepak Choopra para o New York Times

Evoluções sobre a interiorização do Médico BRASILEIRO

Entidades médicas se reúnem com Padilha e cobram solução para interiorizar a assistência em saúde

No encontro, ministro anunciou GT para avaliar propostas do CFM para levar o médico para as áreas distantes, como a criação da carreira de estado no SUS

Um Grupo de Trabalho (GT) será criado pelo Ministério da Saúde para analisar a implementação das propostas encaminhadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para solucionar a falta de acesso à assistência nos municípios do interior e nas periferias dos grandes centros. Este foi o principal resultado da primeira reunião entre os presidentes das três entidades médicas nacionais e o ministro Alexandre Padilha na tentativa de solucionar o impasse surgido desde que setores do Governo anunciaram a intenção de “importar médicos” sem a revalidação de diplomas.

clique para ampliarReunião foi realizada na tarde do dia 5 de junho, em Brasília. (Foto: Márcio Arruda – CFM)

Para o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila, o anúncio da criação do GT não resolve a pendência e nem elimina a preocupação das entidades médicas com relação à vinda dos médicos formados no exterior sem passar por testes de avaliação de conhecimento. “Não há xenofobia quanto aos “estrangeiros”, mas só podem exercer medicina no país os candidatos aprovados no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) em seus moldes atuais. Sem isso, a população estará exposta a situações de risco”, disse, logo após o encontro que ocorreu nesta quarta-feira (5), no Ministério da Saúde, em Brasília.

Debate antecipado 

A defesa do Revalida como forma de avaliação desses médicos foi feita também pelos presidentes da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso, e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Geraldo Ferreira. Ambos fizeram o mesmo apelo a Padilha, que, durante a conversa, disse que este debate (sobre a “importação de médicos”) foi antecipado inadvertidamente pelo ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, ao falar sobre acordo para a vinda de 6 mil médicos cubanos ao Brasil, durante conversa com a imprensa, no início de maio.

Em sua avaliação, o ministro admitiu que o embate entre médicos e Governo sobre a “importação” de profissionais tem causado desgastes para ambos os lados. Portanto, entende ser necessário iniciar um processo de construção de diálogo a partir da retomada da discussão sobre o tema com os grupos interessados. Durante o encontro, o ministro reconheceu que, até o momento, não há qualquer proposta concreta para ser apresentada e garantiu que nenhuma decisão final sobre o assunto será tomada sem antes passar pelos representantes das entidades médicas.

O 1º vice-presidente do CFM, Carlos Vital, que também esteve na reunião, demonstra cautela ao avaliar o empenho do Ministério. “Queremos resolver este impasse para preservar o bom exercício da Medicina e a qualidade do atendimento no país. No entanto, temos, por enquanto, apenas uma promessa de diálogo por parte do Ministério da Saúde. Quando o GT for efetivamente formado, as reuniões avançarem e as conclusões forem colocadas em práticas, entenderemos que há realmente uma postura de efetiva construção”, salientou.

Propostas em estudo 

O objetivo do GT anunciado será discutir dois pontos. O primeiro é Programa de Interiorização do Médico Brasileiro, que, no entendimento do CFM, é uma opção segura para garantir a imediata interiorização da Medicina, pois valoriza o profissional nacional, estimula a melhora da infraestrutura de trabalho e cria condições efetivas para atração e fixação dos médicos em áreas remotas. A medida teria caráter emergencial e transitório, com validade máxima de 36 meses, com foco nos municípios de até 50 mil habitantes.

A segunda proposta é a da criação de uma carreira de Estado no Sistema Único de Saúde (SUS) para médicos, enfermeiros, dentistas, farmacêuticos e bioquímicos, nos moldes das que já contemplam os cargos de juiz e promotor.  O acesso seria por concurso público, realizado pelo Ministério da Saúde.

Dentre as características desta carreira, constam jornada de trabalho de 40 horas semanais no atendimento exclusivo ao SUS, com Plano de Cargos, Carreira e Salários, o que permitiria que esses profissionais ascendessem com remuneração compatível com o estabelecido pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam). Além disso, o Estado seria obrigado a oferecer a infraestrutura de trabalho e equipes de apoio.

Imagem distorcida 

Na reunião de quase duas horas, o ministro ouviu outras críticas das entidades médicas. O presidente da AMB disse estranhar a contradição entre declarações de Alexandre Padilha à imprensa sobre a qualidade dos serviços e a realidade da assistência em saúde na rede pública brasileira. “Tenho certeza de que o senhor não sabe do que está acontecendo”, supondo que este descompasso viria de “maquiagens” nos estabelecimentos de saúde antes de visitas oficiais.

Florentino Cardoso também fez comentários duros sobre o funcionamento do Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab). Segundo ele, compromissos assumidos pelo Governo com os médicos que se engajaram no Programa não estão sendo cumpridos: “conheço colegas que estão em locais onde o posto de saúde não tem água há três meses e o reboco cai das paredes”, citando a precariedade das instalações e da infraestrutura disponível.  Padilha pediu que este caso fosse apurado e lembrou que o Programa passa por auditorias sistemáticas.

A situação da cidade do Rio de Janeiro, que concentra a maior rede federal de hospitais do país, também foi lembrada. O presidente da Fenam, Geraldo Ferreira, chamou atenção para a situação dos médicos lotados que, segundo contou, estão a um passo da decretação de uma greve por conta da baixa remuneração, entre outros fatores.  “Estes e outros problemas têm sido relatados pelos Conselhos e pelas entidades médicas às autoridades. Eles apenas atestam as sérias dificuldades enfrentadas pelo SUS, que atrapalham a atuação dos médicos. É preciso que o Governo adote medidas estruturantes para melhorar a infraestrutura e estimular a ida do médico para o interior”, finalizou Roberto d’Avila, expressando ceticismo com relação às promessas feitas até o momento.

Fonte: CFM